Nossos Cantinhos tem o prazer de apresentar à todos...

Lori Marli dos Santos

 

Oi, amigos! Esta sou eu, de batom, cabelo solto, sem óculos e levemente estrábica. Ai, o que eu não faço por vocês!... rss... Ah, dois detalhes: troquei de micro e o efeito da foto, como dá para ver, é resultado de uma bela textura e também de minha timidez. Sem chance, não gosto mesmo de tirar fotos!...

 

Fiquei profundamente surpresa - e feliz também, com o convite da Maristela. Sempre olhei as pessoinhas lindas que ilustram o "Gente que Faz" e sinceramente nunca me imaginei entre elas... Cheguei a pensar que ela havia se enganado, rss....Deu frio na barriga, deu ansiedade, bateu complexo, mas como já havia me comprometido, não tive outra saída senão selecionar fotos e alinhavar lembranças para mostrar para vocês um pouco de mim e de minha vida.

Meu nome é Lori Marli dos Santos, mas sou conhecida na Net por Spiritual, ou simplesmente Spir, como sou chamada no grupo Cantinho da Troca. Embora trabalhe mais com um programa gráfico da Corel, o PhotoPaint, eu sou, como todos vocês, simplesmente maluca por PSP. :)) O PSP é mágico!. Quantas artistas ele já revelou e quantas ainda revelará? Seus recursos espetaculares despertam o dom da arte em qualquer um, mesmo que de forma rudimentar. E foi amor à arte e à todas as coisas maravilhosas que vi na Internet ao longo destes últimos 10 anos, que me levaram à grupos os mais diversos, em busca de um conhecimento maior sobre este incrível programa gráfico e suas infinitas possibilidades, até que um dia estacionei no Cantinho da Troca para não mais sair, assim espero. Fiz tantos e tão grandes amigos neste abençoado grupo que não consigo mais me ver longe dele. Principalmente dos bailinhos que a Dayse promove, rss...  Gente, alguém já imaginou dançar horas a fio com gifs animados? Eu nunca pensei nisso e olha, é possível sim: a gente dança mesmo, e dança tanto que acaba num bagaço só!... :))

Jardim de minha casa, inverno de 2006, em um raro domingo ensolarado.

No Portal dos Cantinhos já fiz o Iniciantes 2, onde aprendi os rudimentos do PSP.  Só não prossegui por motivos de saúde. Mas espero retornar breve, se Deus quiser, porque uma das coisas que mais me cativou no curso não foi finalmente adentrar o sagrado território do PSP, :)) mas sim o carinho, a paciência e a dedicação das professoras e que tornaram as aulas algo realmente inesquecível. Meu beijo, minha saudade e minha gratidão para as "tias" Maristela, Márcia e Karla. Valeu, queridas! Amo vocês!

Nasci no dia 24 de março de 1953, sob o signo de Áries, na cidade de Três de Maio, RS. Neta de imigrantes alemães, por parte de pai, e bisneta de português com índia tupi-guarani, pelo lado materno, eu era uma loirinha de olhos meio puxados e que gostava mais que tudo nessa vida de natureza, de árvores, de matas e florestas.
Aliás, filosofar no alto das árvores era o meu passatempo preferido. Assim ficava mais perto do céu e das nuvens, onde eu morava, realmente. Bom, sempre fui um pouco diferente,  rss... Introspectiva, poética, sensitiva, tímida e um bocado rebelde, vi minha infância ser marcada profundamente por conflitos familiares, pelo alcoolismo, pela omissão e pelo desamor. Morava em uma pequena chácara, nos arredores da cidade, com todas a frutas possíveis e impossíveis ao alcance das mãos. Aos 6 anos, ainda não alfabetizada, ganhei um caderninho e onde grafei, cuidadosamente, palavras e frases inteiras a mim ensinadas pacientemente por um rapaz lindo e grande, que para meu azar, só eu via. Desenhava também arranjos florais incríveis e belas paisagens que não conseguia repetir depois, nem sob ameaças. Era decepcionante para mim ser uma grande artista, num instante, e não obter, logo após, senão ridículos rabiscos infantis. Escusado será dizer que parei de desenhar para não passar mais vergonha. E tristeza também, porque eu reproduzia o que via; só que aquilo que eu via não era visível aos demais e nem sempre estava disponível para mim. Os adultos jamais falavam nisso e nem prestavam atenção quando eu falava. E isso me deixava muito, mas muito confusa. Com o tempo, e uma vez alfabetizada, aquilo tudo foi desaparecendo. Então descobri outra paixão: escrever. Sonhava ser escritora, jornalista... Cheguei perto: dos 18 aos 20 anos trabalhei como correspondente do jornal Correio Serrano, de |juí, RS, colocando semanalmente em sua páginas notícias de minha pequena cidade, além de crônicas e poesias. Era um trabalho que eu amava verdadeiramente mas, como disse acima, os conflitos familiares eram enormes e eu tive que deixar o jornalismo de lado para procurar um trabalho mais rentável e seguro com o qual eu pudesse ajudar melhor em casa.

 

Em trabalho jornalístico aos 18 anos: franja, bata e cabelão, no melhor estilo anos 70, entrevistando o prefeito eleito da cidade.

     

Estudei primeiramente no Grupo Escolar Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, concluindo o primário no Sinodal (Colégio Luterano). Após, fiz o Ginásio no Colégio Dom Hermeto José Pinheiro. Tempos memoráveis, aqueles! Tínhamos aulas de OSPB (Organização Social e Política Brasileira), militarmente organizadas pela Ditadura que corria solta naqueles anos, tínhamos aulas de Literatura Brasileira (sim, isso é possível!!) e aulas de inglês e francês, três vezes por semana. Até hoje guardo grandes conhecimentos acerca das duas línguas, principalmente do francês. Nossa professora era uma freira chamada Angélica e que amava ser irônica de um modo geral.  E eu tinha tamanha aversão por suas tiradas ferinas que estudava feito louca para obter média acima de 7,0, evitando dessa forma um temível exame final, nos qual o mais certo era eu me dar muito mal e repetir de ano. O resultado é que meu francês até hoje vai muito além do "bonjour, bonsoir"... Grata, Irmã Angélica! :)) Das demais freiras tenho lembranças um pouco mais felizes, rss... principalmente da irmã Catarina, professora de português e que era realmente para todas nós uma amiga carinhosa e muito querida. A madre superiora, Irmã Jacinta, não era de muitas brincadeiras, mas devo à ela importantes e seguras orientações morais para esta longa estrada chamada existência.

Nas fotos abaixo, dois momentos escolares:

 

Segundo ano primário, no glorioso
Grupo Escolar Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, em Três de Maio, RS

 

   
 

Aos 21 anos (1974), após a separação de meus pais, larguei os estudos e decidi morar em São Paulo. Minha pequena cidade já não era mais a mesma. Poucos amigos ainda moravam ali e, o mais doloroso: alguém muito especial, meu Francisco de Assis loirinho fora habitar novas dimensões, junto ao Papai do Céu... ( * _ *o) Continuar fazendo o que em Três de Maio? Na capital paulista, trabalhei algum tempo na Editora Abril, como secretária de redação. Tempinho bom mas que durou pouco: habituada aos ares límpidos do interior, adoeci fortemente ao contato da poluição paulista. Desanimada, pensei em retornar para casa, mas antes quis conhecer o Rio de Janeiro, ver de perto as suas famosas praias, ver o mar, principalmente, para mim algo absolutamente inimaginável. O único mar que eu conhecia era mar de trigo, mar de soja, mar de roças e mais roças... Como imaginar um mar de água, poderoso e sem fim? Só conferindo pessoalmente!

(Gente, o que eu bebi de água salgada nos primeiros mergulhos!... Não contem pra ninguém, viu? kkkkkkk...)

De volta a São Paulo, conheci no ônibus aquele que viria a ser meu marido. Nos despedimos no Terminal Tietê sem trocar telefone, endereço, nada. Dias antes de retornar para o Sul, recebi convite de amigos do Rio de Janeiro para trabalhar e morar lá. Voltei à Cidade Maravilhosa e, embora o trabalho não fosse lá algo muito sedutor (secretária, novamente), me atraiu por ser em uma galeria de arte. Uau!

Tudo acertado, voltei a São Paulo para buscar minhas coisas, quando novamente encontro, no mesmo ônibus, o rapaz da viagem anterior. O desfecho é óbvio, não? Nos casamos em três meses, no dia 26 de fevereiro de 1976. Tivemos três filhos: Ana Carolina (28), Maria Fernanda (26) e Alexandre (19). Nos separamos após 16 anos de casamento para nos tornamos grande amigos, graças a Deus. Nestes últimos 14 anos nos mantivemos mais próximos que nunca e nem sempre por causa dos filhos, mas por nós mesmo. Pensando bem nunca nos separamos de fato. Até nossa conta prossegue conjunta, rss...

 

Ana Carolina (esquerda e Maria Fernanda (direita), com 4 e 3 anos, respectivamente.

Alexandre, meu caçulinha, em dois tempos: aos 3 e aos 17 anos.

Foi por causa dos filhos que decidi não me casar novamente. Tinha apenas 38 anos e o que eu queria era estudar, fazer diferente. Deixei Curitiba, com eles, e me instalei em São Paulo novamente, no Brooklin, bairro onde morei longos anos e que eu amo até hoje de paixão.
No entanto, dois anos e meio depois, sem fazer um curso sequer, meio apática até, retornei à Curitiba, mordida por estranha saudade. São Paulo estava saturada, sufocada. Ou estava eu? Não sei. Queria o sossego, o ar fresco, as árvores da capital paranaense. Algo ruim se aproximava e eu precisava de um porto seguro, de estar perto de alguém que me transmitisse apoio, segurança. Minha mãe e meus irmãos, que hoje residem em Goiás, não poderiam oferecer, naquele momento, a proteção de que eu precisava. Então essa pessoa foi meu ex-marido, que também não tornou a se casar.

<---- Anos 90, fase minha que gosto de mostrar. Adorava caminhar, bisbilhotar tudo, me movimentar. Então é uma fase que considero feliz neste sentido.

----------------------> Fase atual e que eu não gosto muito de mostrar, com exceção desta em que estou com minha neta Amanda no colo, ela com três meses (atualmente ela tem dois aninhos)... Mas não é porque engordei um pouco (e quem não engorda depois dos 50?), mas porque priorizo hoje outras qualidades, outros modos de estar bem, de estar bonita. Só vamos combinar uma coisa: que cisma que o espelho (ou a câmera fotográfica) tem com essa nova beleza, nãoooo?? :))

O tempo foi passando, meus filhos cresceram, chegaram à faculdade. Minha filha mais velha casou-se e me deu Amanda, minha netinha adorada, linda, tagarela e geniosa, mas que diz que ama a vovó. :))) Por causa dela estou me cuidando mais no que diz respeito aos cabelos, principalmente, tipo tintura e etc., rss.... Dia desses ela afirmou que eu era a vovó mais querida dela, a vovó do cabelo verrrrde (sotaque curitibano). Como assim... verrrrde???? Aí minha filha deu a deixa, delicadamente: "Mamãe, vamos colocar uma cor neste cabelo? "Acho" que tem uns fios brancos deste lado!... Ha ha ha ha ha ha!... Essa eu mereci! Sou meio desleixada mesmo. (Só que cabelo verde já é demais, né? :))))

Em 1995 meus problemas de saúde começaram, de forma sutil, mas que em pouco tempo transformaram toda a minha vida. De lá para cá vi meus movimentos sendo tolhidos pela artrose, no início, e depois pela fibromialgia, ou a síndrome da dor crônica. Não vou descrever aqui os sintomas mesmo porque detesto chororô. Já chorei muito por causa da dor, do desespero da limitação, do efeito dos remédios que me deixam toda inchada, desconfortável, da ineficiência da medicina perante esta enfermidade que atinge a milhões no mundo todo, das bobagens que já ouvi por aí...

Vou falar do que fiz, já que não há, por enquanto, cura nem para a artrose, nem para a fibromialgia. Em 1996 ganhei meu primeiro computador, equipado com os rudimentos que hoje são comuns em todos os micros. Tinha o Word e um programa chamado Paintbrush. :)))) Imagina se isso não correspondeu, plenamente (em um primeiro momento, é claro), às minhas duas grandes paixões: escrever e pintar. Escrevia no Word e pintava o que dava na telha no Paintbrush. Depois imprimia, para ver o resultado. Gastava tinta que só vendo, mas a cada dia gostava mais daquilo!... Vendo meu interesse, meu marido, que é designer profissional, indicou-me o Corel, programa com o qual ele já trabalhava. Para tanto, ganhei um micro novo, cheio de novas e eletrizantes possibilidades, e no qual foi instalado o Corel PhotoPaint 8. Minha doce loucura por gráficos começou ali.... Mas, embora produzisse eu coisas muito bonitas, me pareciam sempre mal-feitas perto do que eu via na Internet. Eram sites e mais sites repletos de gráficos confeccionados de forma absolutamente apaixonante, belíssimos, super-bem acabados. E era PSP pra cá, PSP pra lá.... Mas que raios era isso? Em pouco tempo, descobri o que era, para que serviam os tubes, como usá-los... :)) Por não possuir ainda nenhum conhecimento na área, utilizava o que aprendia no Photopaint. Aprendi a fazer tubes, que nele se chama Sprayers, aprendi a usar brushes, mask... Tenho conseguido coisas bonitas, mas o crédito, é claro, é todo do PSP.

Então com tanta beleza, e ausente da vida social na marra, voltei-me para o Espiritismo (minha crença, meu porto seguro) de uma forma diferente. Sempre fui apaixonada pela obra de André Luiz, por Nosso Lar, e pelas mensagens belíssimas de Emmanuel, este grande e querido Espírito que guiou a trajetória de Chico Xavier aqui na Terra. Então, ignorando qualquer sentimento que pudesse me colocar infeliz ou na situação de vítima, passei a construir um site que hoje é a minha alegria, a minha realização maior: o Site Espírita André Luiz, que cresceu e tornou-se em o Instituto André Luiz, uma entidade de divulgação da Doutrina Espírita e de seu conteúdo, principalmente.

Pelo site já passaram mais de um milhão de pessoas, não sei ao certo pois perdi os contadores várias vezes, desde o tempo em que estava hospedado no Geocities. Com o contador atual, colocado há dois anos, temos já o número de 560.512 visitantes (dia 15/09/06). A lista de mensagens (Lista Espírita André Luiz - LEAL), do Yahoo Grupos, conta atualmente com 4.324 associados, espalhados pelo mundo todo, desde a Croácia até o Oriente Médio. São brasileiros que residem no exterior e que buscam, através das mensagens espíritas, o consolo para a solidão, para seus problemas pessoais, para um dia-a-dia em sociedades quase sempre muito diferentes da nossa.

Me habituei, ao longo destes 7 anos em que o site está on-line, a receber aplausos e congratulações. A página é um sucesso, reconheço. Mas isso não me envaidece, muito pelo contrário. Me deixa feliz, sim, realizada, satisfeita comigo mesma e com meu esforço, mas nada que tire meus pés do chão.
Tem uma frase de Ayrton Senna e que eu gosto muito. Diz assim: "Eu sou parte de uma equipe. Então quando venço, não sou eu apenas quem vence. De certa forma, termino o trabalho de um grupo enorme de pessoas."

O trabalho que desenvolvi, quando não me restava quase mais nada além de lágrimas, cama e muito analgésico, não foi feito só por mim, e isso tenho que reconhecer. Entrei com minha vontade de fazer algo, apesar da limitação, e o bom Deus, que não desampara ninguém, deu-me a tarefa e os companheiros. Ao meu lado, por todos estes anos, a presença inestimável de queridos amigos espirituais, perfazendo comigo uma equipe meio diferente, mas sempre uma equipe. Porque é certo que em qualquer trabalho, ainda que executado a sós, a individualidade é apenas aparente.
Além deles, dos meus amigos anjos, como os chamo e dirigidos pelo lindo e grande amigo invisível da minha infância, sempre contei com a força de familiares, de amigos queridos, reais e/ou virtuais. Tive consolo, tive estímulo, tive companhia... Nunca andei só, mesmo quando a dor era apenas minha.
O que posso dizer mais? Obrigada amigos queridos de ambos os planos, obrigada gente amada do Portal dos Cantinhos, obrigada meus amores do Cantinho da Troca, obrigada moderadores, instrutores e colaboradores, obrigada a todos, obrigada meu Deus!

Que meu amor por vocês seja perfume e alegria, mesmo quando eu já não estiver aqui.
Sejam sempre felizes! Deus assim o quer!

Beijos, um milhão deles,
Lori (Spiritual, Spir)

Instituto André Luiz - Site Espírita André Luiz

www.institutoandreluiz.org


Foto atual de Três de Maio, RS, gentileza da Prefeitura Municipal.
(http://www.pmtresdemaio.com.br/fotos.htm)